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Leia e ouça trechos da palestra proferida por JK a empresários, no Banco Denasa Minas, em janeiro de 1971. O ex-Presidente relata eventos importantes de sua singular trajetória política e aponta a relevância dos mercados financeiros e de capitais para o desenvolvimento nacional.



Bibliografia

Em 12 de setembro de 1902, nasceu, em Diamantina, Minas Gerais, Juscelino Kubitschek de Oliveira, filho de Dona Júlia e João César.

Aos 12 anos, Juscelino, a pedido de sua mãe, ingressou no seminário dos padres Lazaristas, sem, no entanto, ter pretensões eclesiásticas. Formou-se três anos depois, aos quinze anos, completando o ensino secundário.

Em 1922, ingressou na Faculdade de Medicina de Minas Gerais, de onde saiu médico, cinco anos depois.

Casou-se com Sarah Gomes de Lemos, em dezembro de 1931.

A vida do jovem Juscelino começou a tomar novos rumos quando ingressou no corpo médico da Força Pública de Minas Gerais. Em 09 de julho de 1932, durante a Revolução Constitucionalista, o futuro presidente foi convocado para o corpo médico que atuaria no front. Nesse período, tornou-se amigo de Eurico Gaspar Dutra e Benedito Valadares dentre outros futuros políticos influentes.

Nomeado interventor de Minas Gerais pelo governo de Getúlio Vargas, Benedito Valadares convidou Juscelino a atuar como Secretário do Governo de Minas Gerais. O convite, aceito em dezembro de 1933, deu início à vida política de JK.

Os cargos foram sucedendo uns aos outros: eleito deputado federal, em 1934, com número de votos superior ao dos demais candidatos eleitos; nomeado prefeito de Belo Horizonte, por Benedito Valadares, em 1940, realizou diversas obras sociais e culturais. 

O ótimo desempenho de JK como prefeito de BH marcou seu nome na política nacional, acabando por incentivar o PSD a lançar sua candidatura a deputado federal em 1945, considerado o primeiro passo rumo ao governo de Minas, em 1950, e à presidência, em 1955.

Em Minas, o seu governo procurou desenvolver os núcleos industriais e o potencial energético e rodoviário. Sua campanha era: Energia e Transporte. O desenvolvimento do estado resultou em uma obra digna, servindo para calar a oposição.

50 anos em 5 era o slogan de sua campanha vitoriosa a presidente da República. Mesmo eleito pelo povo, houve tentativas de anular as eleições, cogitando-se, até mesmo, a possibilidade de um golpe contra o novo governante. Graças à interferência de uma facção do exército, em 31 de janeiro de 1956, JK é empossado no cargo de Presidente da República.

O governo foi marcado por desenvolvimento autônomo, industrialização e democracia. O plano de metas visava acelerar o processo de acumulação, aumentando a produtividade dos investimentos em atividades produtoras.

"Creio que apressar a marcha do Brasil, ativar o seu desenvolvimento é imperativo da defesa de nossa própria sobrevivência." (JK)

"Hoje é o dia mais feliz da minha vida. O Congresso acaba de aprovar o projeto para a construção de Brasília. Sabe por que o projeto foi aprovado? Eles pensam que não vou conseguir executá-lo." (JK)

JK não aceitou, em momento algum, imposições, o que o levou a romper com o FMI, em 1959.

Passou a faixa de Presidente para seu sucessor Jânio da Silva Quadros, em 31 de janeiro de 1961. Mas sua vida política não teve fim em tal fato: no mesmo ano, elegeu-se senador por Goiás, onde permaneceu por três anos.

Com a revolução iniciada em 1964, JK teve seus direitos políticos suspensos por 10 anos, ao demonstrar idéias divergentes do governo que havia sido imposto. Decidiu, então, partir para o exílio voluntário em 14 de junho de 1964.

Ninguém pode ter outro interesse se não o de que se consolide o regime de liberdade, sem o qual não há nação que possa qualificar-se de civilizada." (JK)

De volta ao Brasil, em 1967, JK fundou o Banco Denasa, onde permaneceu até 1975. Nesse ano, decidiu abandonar tudo e dedicar-se à sua fazenda no interior de Minas.

Em 1976, um acidente automobilístico na Via Dutra, em São Paulo, tira a vida de um dos mais importantes políticos de nosso tempo.

JK foi um homem firme e determinado. Foi, a um só tempo, sonhador e realizador, com espírito desbravador e progressista.

Estimulou no povo brasileiro o espírito nacionalista, sempre acreditando no poder de sua terra e de sua gente.

Nas vicissitudes da vida, jamais esmoreceu e sempre encontrou forças para continuar sua missão: levar a democracia e o desenvolvimento a todo o Brasil.

"Creio na vitória final e inexorável do Brasil, como Nação." (JK)

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