Em 12 de setembro de 1902, nasceu, em Diamantina, Minas Gerais,
Juscelino Kubitschek de Oliveira, filho de Dona Júlia e João César.
Aos 12 anos, Juscelino, a pedido de sua mãe, ingressou no seminário dos padres
Lazaristas, sem, no entanto, ter pretensões eclesiásticas. Formou-se três anos
depois, aos quinze anos, completando o ensino secundário.
Em 1922, ingressou na Faculdade de Medicina de Minas Gerais, de onde saiu
médico, cinco anos depois.
Casou-se com Sarah Gomes de Lemos, em dezembro de 1931.
A vida do jovem Juscelino começou a tomar novos rumos quando ingressou no corpo
médico da Força Pública de Minas Gerais. Em 09 de julho de 1932, durante a
Revolução Constitucionalista, o futuro presidente foi convocado para o corpo
médico que atuaria no front. Nesse período, tornou-se amigo de Eurico Gaspar
Dutra e Benedito Valadares dentre outros futuros políticos influentes.
Nomeado interventor de Minas Gerais pelo governo de Getúlio Vargas, Benedito
Valadares convidou Juscelino a atuar como Secretário do Governo de Minas
Gerais. O convite, aceito em dezembro de 1933, deu início à vida política de
JK.
Os cargos foram sucedendo uns aos outros: eleito deputado federal, em 1934, com
número de votos superior ao dos demais candidatos eleitos; nomeado prefeito de
Belo Horizonte, por Benedito Valadares, em 1940, realizou diversas obras
sociais e culturais.

O
ótimo desempenho de JK como prefeito de BH marcou seu nome na política
nacional, acabando por incentivar o PSD a lançar sua candidatura a deputado
federal em 1945, considerado o primeiro passo rumo ao governo de Minas, em
1950, e à presidência, em 1955.
Em Minas, o
seu governo procurou desenvolver os núcleos industriais e o potencial
energético e rodoviário. Sua campanha era: Energia
e Transporte. O desenvolvimento do estado resultou em uma obra digna,
servindo para calar a oposição.
50 anos em 5
era o slogan de sua campanha
vitoriosa a presidente da República. Mesmo eleito pelo povo, houve tentativas
de anular as eleições, cogitando-se, até mesmo, a possibilidade de um golpe
contra o novo governante. Graças à interferência de uma facção do exército, em
31 de janeiro de 1956, JK é empossado no cargo de Presidente da República.
O governo foi marcado por desenvolvimento
autônomo, industrialização e democracia. O plano de metas visava acelerar o
processo de acumulação, aumentando a produtividade dos investimentos em
atividades produtoras.
"Creio que
apressar a marcha do Brasil, ativar o seu desenvolvimento é imperativo da
defesa de nossa própria sobrevivência." (JK)
"Hoje é o
dia mais feliz da minha vida. O Congresso acaba de aprovar o projeto para a
construção de Brasília. Sabe por que o projeto foi aprovado? Eles pensam que
não vou conseguir executá-lo." (JK)
JK não aceitou, em momento algum, imposições, o
que o levou a romper com o FMI, em 1959.
Passou a faixa de Presidente para seu sucessor Jânio da Silva Quadros, em 31 de
janeiro de 1961. Mas sua vida política não teve fim em tal fato: no mesmo ano,
elegeu-se senador por Goiás, onde permaneceu por três anos.
Com a revolução iniciada em 1964, JK teve seus
direitos políticos suspensos por 10 anos, ao demonstrar idéias divergentes do
governo que havia sido imposto. Decidiu, então, partir para o exílio voluntário
em 14 de junho de 1964.
“Ninguém
pode ter outro interesse se não o de que se consolide o regime de liberdade,
sem o qual não há nação que possa qualificar-se de civilizada."
(JK)
De
volta ao Brasil, em 1967, JK fundou o Banco Denasa, onde permaneceu até 1975.
Nesse ano, decidiu abandonar tudo e dedicar-se à sua fazenda no interior de
Minas.
Em 1976, um acidente automobilístico na Via Dutra, em São Paulo, tira a vida de
um dos mais importantes políticos de nosso tempo.
JK foi um homem firme e determinado. Foi, a um só tempo, sonhador e realizador,
com espírito desbravador e progressista.
Estimulou no povo brasileiro o espírito nacionalista, sempre acreditando no
poder de sua terra e de sua gente.
Nas vicissitudes da vida, jamais esmoreceu e sempre encontrou forças para
continuar sua missão: levar a democracia e o desenvolvimento a todo o Brasil.
"Creio na vitória final e inexorável do Brasil, como Nação." (JK)